quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Cura para diabetes tipo 1 agora é iminente após a descoberta de células-tronco pela Universidade de Harvard





      A cura para o diabetes pode estar iminente depois que cientistas descobriram como fazer enormes quantidades de células produtoras de insulina, um avanço saudado como tão significativo quanto o descobrimento dos antibióticos.
      A Universidade de Harvard, pela primeira vez, conseguiu fabricar milhões de células beta necessárias para o transplante.
      Isso pode significar o fim das injeções diárias de insulina para as milhões de pessoas que vivem no mundo com diabetes tipo 1.
     Este avanço marca o ápice de 23 anos de pesquisas para o professor de Harvard, Doug Melton, que vem tentando encontrar uma cura para a doença desde que seu filho, Sam, foi diagnosticado com diabetes tipo 1 quando ainda era um bebê.
  “Estamos agora apenas a uma etapa pré-clínica de distância da linha de chegada”, disse o Prof Melton.
     Questionado sobre a reação de seu filho, ele disse: “Eu acho que, como toda criança, ele sempre assumiu que, se eu disse que ia fazer isso, eu faria mesmo, foi gratificante saber que pudemos fazer algo que sempre pensei ser possível”.
  As células beta derivadas de células-tronco estão atualmente em fase de testes em modelos animais, incluindo primatas não-humanos, onde elas ainda estão produzindo insulina depois de vários meses, disse o Prof Melton.
   A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune que faz o pâncreas parar de produzir insulina – o hormônio que regula os níveis de glicose no sangue.
   Se a quantidade de glicose no sangue for demasiado elevada, pode danificar seriamente os órgãos do corpo ao longo do tempo.
   Enquanto os diabéticos podem manter seus níveis de glicose sob controle através da injeção de insulina, ela não fornece o ajuste fino necessário para controlar adequadamente o metabolismo, o que pode levar a complicações devastadoras como a cegueira ou perda de membros.
     Cerca de 10 por cento de toda a diabetes é do tipo 1, mas esta é o tipo mais comum de diabetes na infância. 29.000 jovens sofrem na Grã-Bretanha.
    A equipe da Harvard utilizou células-tronco embrionárias para produzir células produtoras de insulina humana equivalentes, em quase todos os sentidos, ao funcionamento normal das células em grande quantidade.
  Chris Mason, professor de medicina regenerativa da Universidade College London, disse que era “potencialmente um grande avanço médico”.
    “Se essa tecnologia escalável está provado funcionar tanto na clínica quanto em sua produção, o impacto sobre o tratamento da diabetes será um divisor de águas médico em pé de igualdade com a ação dos antibióticos sobre as infecções bacterianas”, disse ele.
    Professor Anthony Hollander, Chefe do Instituto de Biologia Integrativa da Universidade de Liverpool, acrescentou: “Esta é a investigação fundamental muito emocionante que resolve um grande obstáculo para o desenvolvimento de um tratamento com células-tronco para diabetes.
   “O estudo fornece um método muito elegante e convincente para a geração de células produtoras de insulina funcionais em grande quantidade”.
    Professor Mark Dunne, da Universidade de Manchester, acrescentou: Acima de tudo, este é um importante avanço para o campo da diabetes e para as pessoas com diabetes tipo 1″.
   Professor Elaine Fuchs, da Universidade Rockefeller, descreveu os resultados como “um dos avanços mais importantes até à data de hoje no campo de células-tronco”.
     “Por décadas, pesquisadores têm tentado gerar células beta pancreáticas humanas que poderiam ser cultivadas e passadas de longo prazo em condições onde pudessem produzir a insulina”.
      Um relatório sobre o trabalho foi publicado na revista Cell.

Fonte: Blog Tia Beth

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Diabéticos do DF terão centro especializado para tratamento

Licitação das obras está aberta e o objetivo é tornar o atendimento uma referência nacional


O Centro de Referência em Diabetes do Distrito Federal será construído em Taguatinga Norte, próximo ao Hospital Regional de Taguatinga. As empresas de engenharia interessadas já podem concorrer na licitação para construir a unidade, com investimento estimado em R$ 4,8 milhões. Um sonho antigo dos profissionais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o local se tornará um polo especializado no tratamento da doença.“O Centro vai atender os pacientes mais graves. Aqueles que adquiriram o tipo 1 da doença ou que têm o tipo 2, mas com alguma complicação. Além disso, será uma unidade que vai capacitar profissionais de outras cidades e, se for o caso, de outros estados, para que sejam multiplicadores de nossos protocolos de atendimentos em suas regionais”, explicou a assistente da Coordenação Central de Diabetes da SES-DF, Eliziane Brandão Leite.A previsão da SES é que o centro esteja atendendo a partir do segundo semestre do próximo ano. Em relação ao número de pacientes, a meta é abarcar um percentual alto daqueles pacientes mais graves entre os cerca de 150 mil diabéticos do DF.“Pretendemos formar uma equipe multiprofissional composta, além de endocrinologistas, por todos os profissionais que podem contribuir no tratamento da diabetes, como oftalmologistas, cirurgiões vasculares, ortopedistas, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas e fisioterapeutas”, destacou Eliziane Leite.Fonte: Agência Brasília

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM DIABETES


  • Público Alvo: Clínicos, cardiologistas, residentes e recém-formados em todas as especialidades.
  • Data: 31 de outubro e 1º de novembro de 2014.
  • Local: Brasília - DF

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O IMPACTO DO CONTROLE GLICÊMICO SOBRE O RISCO DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA EM PACIENTES COM DIABETES




O diabetes, em si, já é um fator de risco para insuficiência cardíaca (IC). Entretanto, ainda não está devidamente comprovada a correlação entre o controle glicêmico rígido e a redução na ocorrência de IC em pacientes diabéticos.
O presente estudo teve por objetivo avaliar esta questão, investigando as associações específicas de raças com diferentes níveis de hemoglobina glicada (A1C) e seu impacto no risco de IC em pacientes com diabetes.
O estudo incluiu 17.181 negros americanos e 12.446 brancos, os quais foram seguidos durante 6,5 anos exatamente com o objetivo de avaliar a ocorrência de IC durante o período de observação.
Durante o seguimento, foram identificados 5.089 casos de IC os quais se mostraram diferentemente associados a diferentes níveis de A1C no início do estudo. Em ambos os grupos estudados, os pacientes foram classificados de acordo com seis diferentes faixas de resultados de A1C, variando de -6,0% até >10,0%. Os resultados do estudo mostraram uma proporcionalidade direta entre níveis de A1C e ocorrência de IC. O maior risco de ocorrência de IC apresentou um aumento de 49% no grupo de negros americanos e de 61% no grupo de pacientes brancos portadores de diabetes. Essa associação proporcional também esteve presente em pacientes diabéticos com ou sem tratamento com agentes redutores da glicemia.
Os autores concluíram que o estudo sugere fortemente uma associação gradual positiva entre níveis de A1C e o risco de insuficiência cardíaca tanto em pacientes com diabetes, tanto nos negros como nos brancos.
Fonte: Zhao W, Katzmarzyk P, Horswell R et al. HbA1c and Heart Failure Risk Among Diabetic Patients.
J Clin Endocrinol Metab 2014;99(2):E263-7. doi: 10.1210/jc.2013-3325. Epub 2013 Jan 1.
Site: Sociedade Brasileira de Diabetes

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Vídeo Institucional Diabetes Brasilia

Conheça a nossa clínica


Assista ao nosso vídeo e encontre o que você procurava em atendimento para diabetes e endocrinologia em geral.

Faça-nos uma visita!




 SCS Quadra 06 Bl.A
Ed. Carioca - sala 501
(61) 3037.6716 / 3037.6715

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Conheça um pouco da nossa história




Iniciamos nossa atividade em setembro de 2012. O projeto era um sonho de sua idealizadora, Eliziane Leite, endocrinologista, atuando há mais de 20 anos no Distrito Federal, para quem o tratamento do paciente diabético, sobretudo, não pode furtar-se de um atendimento multidisciplinar. Concretizando este conceito, instalamos a Clínica Diabetes Brasília e, não obstante tratar-se de um passo  ousado, o modus operandi não se revela, de todo, como sendo novidade absoluta. 
 
É certo que o serviço público de saúde já promove o tratamento multidisciplinar, conquanto funcione com suas equipes de saúde. Na iniciativa privada, refiro-me especificamente em Brasília, tal realidade ainda não havia sido experimentada. A suposta escassez de médicos endocrinologistas no Distrito Federal evidenciou a prática do individualismo e pode-se afirmar que até um brevíssimo período referidos médicos mantinham-se em seus consultórios particulares praticando a medicina isoladamente, a maioria deles sequer ofertando seus serviços para operadoras de plano de saúde.
 
Enfim, conseguimos implantar o nosso projeto e visando especificamente com maior ênfase os portadores de diabetes inauguramos a Clínica Médica DiabetesBrasília
 
Neste primeiro momento formamos a equipe com cinco endocrinologistas, duas nutricionistas e duas enfermeiras. Insta enfatizar que somos a clínica privada que concentra o maior número de especialistas em Brasília. Fizemos parcerias com educadores físicos, laboratórios, psicólogos e fisioterapeutas. A ideia, ora consolidada, consiste em prestar o mais completo atendimento.
 
O público alvo, sem dúvida, os pacientes portadores de diabetes e demais pacientes acometidos de patologias endócrinas. Não obstante, haja vista a localização da clínica, em ponto central da cidade, o público visado seria o paciente que sem acesso ao serviço público e também sem plano de saúde, pudesse experimentar um atendimento de máxima qualidade.
 
Estabelecemos que a consulta seria integrada, cabendo ao médico indicar a necessidade do paciente submeter-se aos cuidados do nutricionista e/ou aos cuidados de enfermagem. O custo/benefício extremamente atraente, porquanto o valor atribuído à consulta -  no início - foi equivalente a R$170,00. A vantagem, imaginava-se, seria o ganho de escala. Temos capacidade de atendimento de até 1.200 pacientes/mês, considerando os quatro consultórios médicos e mais sala de pré-consulta e sala de enfermagem. Hoje o valor da consulta integrada é de R$300,00, sem dúvida, ainda o melhor custo-benefício, tratando da realidade do Distrito Federal.
 
Surpreendemo-nos no início, e isto traduz a realidade de Brasília, quando fomos instados a aumentar o valor originário da consulta, sobretudo pela descrença dos pacientes em julgar que  o valor anunciado da consulta, então R$170,00, não seria compatível com a prestação de serviço de qualidade. Sem dúvida uma experiência de mercado. Optamos pelo não atendimento de operadoras de plano de saúde, exatamente para destinar aos nosso pacientes um atendimento de qualidade. Prontuário eletrônico e uma equipe disposta a assumir integralmente os pacientes. 
 
Nestes quase dois anos de funcionamento o que se pode extrair é a dificuldade de lidar com a qualidade do serviço prestado. Diversos pacientes revelaram-nos que o nosso atendimento é diferenciado, o que significa que estamos no caminho certo, ademais, porque a consulta é humanizada e uma equipe acolhe o paciente em suas fragilidades.
 
Reuniões clínicas e discussão de casos clínicos são realizadas rotineiramente. Faz parte de nossa pretensão o trabalho de pesquisa e revela-se como realidade a parceria com o serviço público, sobretudo, para orientação e prescrição dos medicamentos, que, aliás, aqui em Brasília, tanto o atendimento dos ambulatórios de endocrinologia e diabetes, bem como a farmácia pública, funcionam adequadamente e com qualidade, a despeito da demanda, como, aliás, é realidade em todo o país.
 
Reitero que é evidente o nosso desejo de revelar-se como referência no tratamento do paciente diabético, sobretudo, pelo nosso propósito de insistir, sem ressalvas, no atendimento de máxima qualidade. Contudo, o próprio paciente diabético, ou ainda, os pacientes de modo geral, a maioria das vezes sem acesso a um tratamento de qualidade, sucumbe ao procedimento falacioso do atendimento por meio de operadoras de planos de saúde. O valor do honorários dispensados aos médicos credenciados dão o tom do atendimento a ser prestado, naturalmente, com as honrosas exceções. A dinâmica é a mesma, porquanto o volume de atendimento é o fator que vai indicar a permanência do profissional médico no contrato de adesão a que fora submetido.
 
Assim, sem que o próprio paciente saiba do engodo a que se submete em tratamento que exige amplo conhecimento da doença e participação ativa de sua família, imagina que a simples visita ao médico, na maioria das vezes sem que o tempo de consulta  ultrapasse mais do que cinco a seis minutos, seja suficiente para manter-se equilibrado e sem as danosas consequências que virão em face da evolução de sua doença.
 
A dura realidade tem consequências estarrecedoras, inclusive, economicamente, quando se conclui que a despeito do paciente submeter-se a ingestão de medicamentos, tão-somente, sem o necessário apoio multidisciplinar, sofrerá os danos provocados por sua desídia e mais, promovidos por profissionais médicos que não atuam conjuntamente à vista do imposição do sistema de saúde fadado ao insucesso.
 
Há estudos em evidência que revelam que o tratamento do paciente diabético, sem o propósito de sua educação para a doença, inclusive de seus familiares, sem a atividade física adequada e sem a prescrição dietética permanente, certamente os encaminharão para as mais drásticas consequências, sem dúvida, numa vertente econômica, aumentando-se os gastos com a doença sejam públicos ou privados.
 
Portanto, a ousadia mencionada alhures, diz respeito ao modo pelo qual foi concretizado o sonho; inovador em nossa realidade, contraditório em suas razões comuns. Não obstante, árduo na sua tarefa de manter-se incólume em sua linha de propósitos, ademais, à vista da negligência dos próprios destinatários e mais ainda à concorrência acirrada do mercado, sobretudo, ante as operadoras de plano de saúde que despreza o efetivo tratamento em prol da manutenção de seu suporte econômico. É a difícil tarefa a que estamos submetidos. A experiência é, sem dúvida, tentadora e o nosso alívio reflete-se na fidelidade do paciente que compreende a nossa missão, integralmente em seu favor.
 
É um longo caminho a percorrer, com persistência, ultrapassando as intempéries e mais às dificuldades que ainda serão enfrentadas, sob pena de ver sucumbir um projeto que prioriza a qualidade da prestação do serviço médico em detrimento do imediatismo inerente ao lucro fácil que se revela mais evidente em iniciativas de tal jaez. Enfim, em breves palavras, eis um resumo mínimo do que estamos a enfrentar.
 
Resta-nos claro que a persistência irá nos recompensar, conquanto, desde que possamos suportar o ônus da permanência, ademais, nosso paciente, nosso cliente, precisa estar ciente de que pode manter-se equilibrado em sua saúde e conviver harmoniosamente com sua doença. Urge que ele tenha opção desta alternativa e saiba que ela existe.
 
Estamos sobrevivendo com o melhor dos desejos, qual seja, que um dia, pacientes crônicos saibam que há uma alternativa para o seu bem-estar e de sua família. Seja por meio da iniciativa privada ou pública é um direito que lhes assiste. E aqui estamos para ofertar-lhe esta opção.
 
A nova iniciativa da Clínica Diabetes Brasília é um periódico, bimensal, que se prestará como nosso espaço de divulgação e realizações e ainda, orientações e auxílio aos que buscam um efetivo tratamento. Interessados em receber a newletter podem fazer a assinatura gratuita pelo sítio da clínica em: http://diabetesbrasilia.com.br/

André Braga
advogado e contador,  casado com Eliziane Leite, endocrinologista

É sócio da Clinica Diabetes Brasília Ltda.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Diário de controle glicêmico e aplicação de insulina 


Muitas vezes, as pessoas com diabetes esquecem se tomaram ou não a insulina, o que pode afetar o controle glicêmico. 
Assim, vale anotar em um diário:

  •  os horários,
  • as doses, 
  • o tipo de insulina, 
  • o valor da glicemia capilar (conforme seu médico o orientou, com relação a quantidade de vezes por dia ou por semana) e
  • outras observações que julgar importantes, como por exemplo quando comer alguma coisa que saia da sua rotina ou do que seu nutricionista o instruiu (podendo dar resultados alterados em sua glicemias devido a alimentação descontrolada), atividade física, período menstrual, etc.
Veja alguns exemplos abaixo: