segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O IMPACTO DO CONTROLE GLICÊMICO SOBRE O RISCO DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA EM PACIENTES COM DIABETES




O diabetes, em si, já é um fator de risco para insuficiência cardíaca (IC). Entretanto, ainda não está devidamente comprovada a correlação entre o controle glicêmico rígido e a redução na ocorrência de IC em pacientes diabéticos.
O presente estudo teve por objetivo avaliar esta questão, investigando as associações específicas de raças com diferentes níveis de hemoglobina glicada (A1C) e seu impacto no risco de IC em pacientes com diabetes.
O estudo incluiu 17.181 negros americanos e 12.446 brancos, os quais foram seguidos durante 6,5 anos exatamente com o objetivo de avaliar a ocorrência de IC durante o período de observação.
Durante o seguimento, foram identificados 5.089 casos de IC os quais se mostraram diferentemente associados a diferentes níveis de A1C no início do estudo. Em ambos os grupos estudados, os pacientes foram classificados de acordo com seis diferentes faixas de resultados de A1C, variando de -6,0% até >10,0%. Os resultados do estudo mostraram uma proporcionalidade direta entre níveis de A1C e ocorrência de IC. O maior risco de ocorrência de IC apresentou um aumento de 49% no grupo de negros americanos e de 61% no grupo de pacientes brancos portadores de diabetes. Essa associação proporcional também esteve presente em pacientes diabéticos com ou sem tratamento com agentes redutores da glicemia.
Os autores concluíram que o estudo sugere fortemente uma associação gradual positiva entre níveis de A1C e o risco de insuficiência cardíaca tanto em pacientes com diabetes, tanto nos negros como nos brancos.
Fonte: Zhao W, Katzmarzyk P, Horswell R et al. HbA1c and Heart Failure Risk Among Diabetic Patients.
J Clin Endocrinol Metab 2014;99(2):E263-7. doi: 10.1210/jc.2013-3325. Epub 2013 Jan 1.
Site: Sociedade Brasileira de Diabetes

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Vídeo Institucional Diabetes Brasilia

Conheça a nossa clínica


Assista ao nosso vídeo e encontre o que você procurava em atendimento para diabetes e endocrinologia em geral.

Faça-nos uma visita!




 SCS Quadra 06 Bl.A
Ed. Carioca - sala 501
(61) 3037.6716 / 3037.6715

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Conheça um pouco da nossa história




Iniciamos nossa atividade em setembro de 2012. O projeto era um sonho de sua idealizadora, Eliziane Leite, endocrinologista, atuando há mais de 20 anos no Distrito Federal, para quem o tratamento do paciente diabético, sobretudo, não pode furtar-se de um atendimento multidisciplinar. Concretizando este conceito, instalamos a Clínica Diabetes Brasília e, não obstante tratar-se de um passo  ousado, o modus operandi não se revela, de todo, como sendo novidade absoluta. 
 
É certo que o serviço público de saúde já promove o tratamento multidisciplinar, conquanto funcione com suas equipes de saúde. Na iniciativa privada, refiro-me especificamente em Brasília, tal realidade ainda não havia sido experimentada. A suposta escassez de médicos endocrinologistas no Distrito Federal evidenciou a prática do individualismo e pode-se afirmar que até um brevíssimo período referidos médicos mantinham-se em seus consultórios particulares praticando a medicina isoladamente, a maioria deles sequer ofertando seus serviços para operadoras de plano de saúde.
 
Enfim, conseguimos implantar o nosso projeto e visando especificamente com maior ênfase os portadores de diabetes inauguramos a Clínica Médica DiabetesBrasília. 
 
Neste primeiro momento formamos a equipe com cinco endocrinologistas, duas nutricionistas e duas enfermeiras. Insta enfatizar que somos a clínica privada que concentra o maior número de especialistas em Brasília. Fizemos parcerias com educadores físicos, laboratórios, psicólogos e fisioterapeutas. A ideia, ora consolidada, consiste em prestar o mais completo atendimento.
 
O público alvo, sem dúvida, os pacientes portadores de diabetes e demais pacientes acometidos de patologias endócrinas. Não obstante, haja vista a localização da clínica, em ponto central da cidade, o público visado seria o paciente que sem acesso ao serviço público e também sem plano de saúde, pudesse experimentar um atendimento de máxima qualidade.
 
Estabelecemos que a consulta seria integrada, cabendo ao médico indicar a necessidade do paciente submeter-se aos cuidados do nutricionista e/ou aos cuidados de enfermagem. O custo/benefício extremamente atraente, porquanto o valor atribuído à consulta -  no início - foi equivalente a R$170,00. A vantagem, imaginava-se, seria o ganho de escala. Temos capacidade de atendimento de até 1.200 pacientes/mês, considerando os quatro consultórios médicos e mais sala de pré-consulta e sala de enfermagem. Hoje o valor da consulta integrada é de R$300,00, sem dúvida, ainda o melhor custo-benefício, tratando da realidade do Distrito Federal.
 
Surpreendemo-nos no início, e isto traduz a realidade de Brasília, quando fomos instados a aumentar o valor originário da consulta, sobretudo pela descrença dos pacientes em julgar que  o valor anunciado da consulta, então R$170,00, não seria compatível com a prestação de serviço de qualidade. Sem dúvida uma experiência de mercado. Optamos pelo não atendimento de operadoras de plano de saúde, exatamente para destinar aos nosso pacientes um atendimento de qualidade. Prontuário eletrônico e uma equipe disposta a assumir integralmente os pacientes. 
 
Nestes quase dois anos de funcionamento o que se pode extrair é a dificuldade de lidar com a qualidade do serviço prestado. Diversos pacientes revelaram-nos que o nosso atendimento é diferenciado, o que significa que estamos no caminho certo, ademais, porque a consulta é humanizada e uma equipe acolhe o paciente em suas fragilidades.
 
Reuniões clínicas e discussão de casos clínicos são realizadas rotineiramente. Faz parte de nossa pretensão o trabalho de pesquisa e revela-se como realidade a parceria com o serviço público, sobretudo, para orientação e prescrição dos medicamentos, que, aliás, aqui em Brasília, tanto o atendimento dos ambulatórios de endocrinologia e diabetes, bem como a farmácia pública, funcionam adequadamente e com qualidade, a despeito da demanda, como, aliás, é realidade em todo o país.
 
Reitero que é evidente o nosso desejo de revelar-se como referência no tratamento do paciente diabético, sobretudo, pelo nosso propósito de insistir, sem ressalvas, no atendimento de máxima qualidade. Contudo, o próprio paciente diabético, ou ainda, os pacientes de modo geral, a maioria das vezes sem acesso a um tratamento de qualidade, sucumbe ao procedimento falacioso do atendimento por meio de operadoras de planos de saúde. O valor do honorários dispensados aos médicos credenciados dão o tom do atendimento a ser prestado, naturalmente, com as honrosas exceções. A dinâmica é a mesma, porquanto o volume de atendimento é o fator que vai indicar a permanência do profissional médico no contrato de adesão a que fora submetido.
 
Assim, sem que o próprio paciente saiba do engodo a que se submete em tratamento que exige amplo conhecimento da doença e participação ativa de sua família, imagina que a simples visita ao médico, na maioria das vezes sem que o tempo de consulta  ultrapasse mais do que cinco a seis minutos, seja suficiente para manter-se equilibrado e sem as danosas consequências que virão em face da evolução de sua doença.
 
A dura realidade tem consequências estarrecedoras, inclusive, economicamente, quando se conclui que a despeito do paciente submeter-se a ingestão de medicamentos, tão-somente, sem o necessário apoio multidisciplinar, sofrerá os danos provocados por sua desídia e mais, promovidos por profissionais médicos que não atuam conjuntamente à vista do imposição do sistema de saúde fadado ao insucesso.
 
Há estudos em evidência que revelam que o tratamento do paciente diabético, sem o propósito de sua educação para a doença, inclusive de seus familiares, sem a atividade física adequada e sem a prescrição dietética permanente, certamente os encaminharão para as mais drásticas consequências, sem dúvida, numa vertente econômica, aumentando-se os gastos com a doença sejam públicos ou privados.
 
Portanto, a ousadia mencionada alhures, diz respeito ao modo pelo qual foi concretizado o sonho; inovador em nossa realidade, contraditório em suas razões comuns. Não obstante, árduo na sua tarefa de manter-se incólume em sua linha de propósitos, ademais, à vista da negligência dos próprios destinatários e mais ainda à concorrência acirrada do mercado, sobretudo, ante as operadoras de plano de saúde que despreza o efetivo tratamento em prol da manutenção de seu suporte econômico. É a difícil tarefa a que estamos submetidos. A experiência é, sem dúvida, tentadora e o nosso alívio reflete-se na fidelidade do paciente que compreende a nossa missão, integralmente em seu favor.
 
É um longo caminho a percorrer, com persistência, ultrapassando as intempéries e mais às dificuldades que ainda serão enfrentadas, sob pena de ver sucumbir um projeto que prioriza a qualidade da prestação do serviço médico em detrimento do imediatismo inerente ao lucro fácil que se revela mais evidente em iniciativas de tal jaez. Enfim, em breves palavras, eis um resumo mínimo do que estamos a enfrentar.
 
Resta-nos claro que a persistência irá nos recompensar, conquanto, desde que possamos suportar o ônus da permanência, ademais, nosso paciente, nosso cliente, precisa estar ciente de que pode manter-se equilibrado em sua saúde e conviver harmoniosamente com sua doença. Urge que ele tenha opção desta alternativa e saiba que ela existe.
 
Estamos sobrevivendo com o melhor dos desejos, qual seja, que um dia, pacientes crônicos saibam que há uma alternativa para o seu bem-estar e de sua família. Seja por meio da iniciativa privada ou pública é um direito que lhes assiste. E aqui estamos para ofertar-lhe esta opção.
 
A nova iniciativa da Clínica Diabetes Brasília é um periódico, bimensal, que se prestará como nosso espaço de divulgação e realizações e ainda, orientações e auxílio aos que buscam um efetivo tratamento. Interessados em receber a newletter podem fazer a assinatura gratuita pelo sítio da clínica em: http://diabetesbrasilia.com.br/

André Braga
advogado e contador,  casado com Eliziane Leite, endocrinologista

É sócio da Clinica Diabetes Brasília Ltda.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Diário de controle glicêmico e aplicação de insulina 


Muitas vezes, as pessoas com diabetes esquecem se tomaram ou não a insulina, o que pode afetar o controle glicêmico. 
Assim, vale anotar em um diário:

  •  os horários,
  • as doses, 
  • o tipo de insulina, 
  • o valor da glicemia capilar (conforme seu médico o orientou, com relação a quantidade de vezes por dia ou por semana) e
  • outras observações que julgar importantes, como por exemplo quando comer alguma coisa que saia da sua rotina ou do que seu nutricionista o instruiu (podendo dar resultados alterados em sua glicemias devido a alimentação descontrolada), atividade física, período menstrual, etc.
Veja alguns exemplos abaixo: 










quinta-feira, 17 de julho de 2014

Diabéticos com deficiência visual




Uma das complicações do diabetes é a retinopatia diabética, que prejudica a visão e se não for tratada pode levar a cegueira. O diabetes é hoje a principal causa de cegueira na população adulta.   
Algumas sugestões podem ajudar esse paciente a garantir um  melhor tratamento.
  • Se a deficiência visual for leve, a caneta de insulina pode ser mais fácil do que a seringa, já que as unidades aparecem de forma numérica e há emissão de som. 
 
 
  • Um membro da família pode preparar a seringa para a pessoa com diabetes apenas aplicar. Neste caso, o familiar ou amigo deve receber todas as instruções de um médico, enfermeiro ou educador em diabetes.  
  • Pedir auxílio de um enfermeiro, farmacêutico ou familiar para verificar as doses antes da aplicação.
  • Pedir ajuda de algum familiar e deixar os comprimidos separados de forma que o paciente sempre saiba qual medicamento está tomando e consiga reconhecê-los ao toque (caso a deficiência seja mais grave).
Site: Bd

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Lipodistrofia - o que é?



Lipodistrofia: é causada quando o diabético injeta insulina no mesmo local muitas vezes ou quando ele reutiliza a agulha muitas vezes. Para preveni-la, é necessário:
 

  • Alternar os locais de aplicação
     
  • Alternar os locais das injeções dentro da área escolhida
     
  • Alternar os lados (direito e esquerdo) da parte do corpo usada
     
  • Trocar a agulha a cada aplicação
A lipodistrofia, por sua vez, se divide em dois tipos: 

1- Lipohipertrofia ou hipertrofia de insulina: aparece sempre de forma suave em formato de nódulos nos locais das injeções. Esta condição pode ser causada pelos efeitos naturais da insulina, por não realizar corretamente o rodízio dos locais de aplicação ou pela reutilização de agulhas. Para evitar o desenvolvimento de hipertrofia, vale alternar os locais de aplicação e não reutilizar as agulhas.

2- Lipoatrofia: é a perda de gordura sob a pele. Esta condição acontece no momento em que há um declive dentro da pele de textura firme. Isto ocorre com mais frequência com insulinas misturadas.

Vale lembrar que nunca se deve injetar insulina nos locais com lipodistrofias porque eles não absorvem muito bem o hormônio. Seria necessário injetar quase o dobro de insulina para obter os mesmos resultados.

A lipodistrofia é mais fácil de ser sentida do que observada, por isso, o paciente deve verificar os locais de aplicação com os dedos frequentemente. Caso sinta alguma anormalidade, como textura, saliência ou cavidade se formando, deve avisar o médico e trocar o local de aplicação.
 
Fonte: site Bd 


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Você sabe quais os locais adequados para aplicação de insulina?


 Aplicação de Insulina
Desde que foi decidido pelo medico o tratamento com insulina, você deve prestar muita atenção no tipo de insulina prescrita, nas doses recomendadas, não podendo o paciente mudar nem o tipo nem a dose, sem a devida orientação medica.

Nos últimos anos, houve grande progresso no desenvolvimento de sistemas de aplicação, desde as tradicionais seringas e agulhas, cada vez mais finas, o que tornou a aplicação de insulina mais confortável e quase indolor. As canetas de aplicação e as bombas de infusão foram desenvolvidas e aprimoradas.

Locais de aplicaçãoÉ importante alternar periodicamente o local de cada aplicação de insulina, fazendo rodízio, uma vez que, quando uma área é utilizada muitas vezes para injetar-se, pode haver problemas degenerativos locais, ate mesmo, prejudicando absorção e conseqüentemente prejudicando o bom controle do Diabetes . As áreas mais adequadas para a aplicação de insulina são:

• Parede abdominal
• Coxas
• Nádegas
• Braços
Assim, sendo uma área relativamente ampla, permite perfeita rotatividade quanto ao local de injeção.

Existem duas maneiras para realizar o rodízio de aplicação de insulina:

1 - Utilizar uma região para cada aplicação diária, ou seja, caso faça três aplicações por dia, utilizar por exemplo: abdomen, coxas e braços.

2 - Dividir as regiões em vários pontos “imaginários”, de forma que cada região tenha em média de 5 à 7 pontos com uma distância de 2 cm entre eles. Desta maneira, cada região poderá ser utilizada para várias aplicações consecutivas, de forma que após a utilização de todos os pontos de todas as regiões, a pele terá um maior tempo para restabelecer-se, diminuindo a probabilidade de problemas degenerativos locais.

Quem fizer uma aplicação diária de insulina poderá utilizar, por exemplo, a coxa direita por até 7 dias, e sucessivamente a coxa esquerda, braço direito, braço esquerdo, parede abdominal, nádegas. Desta maneira, quando retornar a aplicação na coxa direita já terão se passado em média 56 dias, ou seja, tempo suficiente para o “descanso” e restabelecimento da pele da região.

Esta técnica tem sido mais recomendada e aceita pelos profissionais, pois, diminui os casos de lipodistrofias e melhora significantiva na absorção da insulina.

Fonte: ANAD -Associação Nacional de Assistência ao Diabético