segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Tratamento do Diabetes

Independente do tipo do diabetes o tratamento envolve a participação de vários profissionais para a recuperação do bem estar e da qualidade de vida na convivência com doença de longa duração. Fique ligado nos principais eixos do tratamento: 
1- Educação para alimentação saudável
2- Prática de exercícios físicos
3- Monitorização das glicemias
4- Uso adequado dos medicamentos e insulinas 
5- Treinamento das habilidades para o bom controle da glicose no sangue
6- Prevenção das complicações relacionadas à doença. 

A equipe de tratamento do diabetes é formada por médico, odontólogo, nutricionista, enfermeiro, psicólogo, educador físico, fisioterapeuta e farmacêutico.

Fonte: Dra. Eliziane Leite, endocrinologista e Responsável Técnico da Clínica Diabetes Brasília

domingo, 15 de novembro de 2015

O Dia Mundial do Diabetes

O Dia Mundial do Diabetes foi criado em 1991 pela International Diabetes Federation (IDF) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em resposta ao aumento do interesse em torno do diabetes no mundo. Celebrado em 14 de novembro, é visto como a maior iniciativa mundial em torno do diabetes. A data foi escolhida devido ao nascimento do cientista canadense Frederick Bantin que, em parceria com Charles Best, foi responsável pela descoberta da insulina, em outubro de 1921. Dois anos mais tarde, Banting recebia o Prêmio Nobel de Medicina por esta descoberta e pela aplicação da insulina no tratamento das pessoas com diabetes.

O símbolo do Dia Mundial do Diabetes é um circulo azul que simboliza a união. A IDF buscou um formato simples para facilitar a reprodução e o uso para as pessoas que quisessem dar apoio à campanha. Esta data também é marcada com a iluminação em todo o mundo de monumentos e construções de destaque na mesma cor. O azul representa o céu e é a mesma cor da bandeira das Nações Unidas, que simboliza também a união entre os países. Neste dia, é estimulado o uso de roupas na cor azul, cor símbolo da campanha.


Segundo dados, da Sociedade Brasileira de Diabetes, estima-se que no Brasil há 12 milhões de pacientes diagnosticados com a doença. 

Fonte: ADJ Diabetes Brasil

Tipos de Diabetes

O Diabetes tipo 1 decorre da ausência completa da produção da insulina, é mais comum em crianças e jovens, mas também pode acontecer em outras fases da vida. No Diabetes tipo 2, que é a forma mais comum, existe insulina mas com grande resistência na sua ação decorrente do grande acúmulo de gordura na região do tronco; é hereditário, está associado a obesidade e aparece principalmente em pessoas com mais de 40 anos. O Diabetes Gestacional aparece durante a gravidez, especialmente em mulheres com história familiar de diabetes e com obesidade, algumas mulheres podem continuar com diabetes após o parto. 

Fonte: Dra. Eliziane Leite, endocrinologista e Responsável Técnico da Clínica Diabetes Brasília

O que é Diabetes Mellitus?

Diabetes acontece quando a produção de insulina pelo pâncreas falha ou quando a insulina produzida tem dificuldade em agir sobre as células, a chamada resistência à ação da insulina. A falta da insulina ou dificuldade na sua ação impede que a glicose (açúcar) entre nas células para gerar energia e assim a glicose fica circulando pela corrente sanguínea em quantidades cada vez maiores. Altas taxas de açúcar no sangue são agressivas para os olhos, os rins, os nervos e está associado ao risco de doenças dos vasos e coração. 
Fonte: Dra. Eliziane Leite, endocrinologista e Responsável Técnico da Clínica Diabetes Brasília

Novembro Azul: Mês de conscientização do Diabetes

De acordo com dados da Federação Internacional de Diabetes, em todo o mundo mais de 400 milhões de pessoas têm a doença e um alto percentual vive em países em desenvolvimento. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, já são cerca de 14 milhões de pessoas com diabetes. Diante desse cenário, a Dra. Eliziane Leite, endocrinologista e Responsável Técnico da Clínica Diabetes Brasília preparou algumas dicas e informações úteis para quem convive com a doença. Acompanhe as atualizações e seja o protagonista do seu tratamento.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Câncer de Tireoide: saiba como identificar



Recentemente, o ministro da Justiça, José Eduardo foi diagnosticado com câncer de tireoide e o assunto ficou conhecido pela população brasileira. O câncer de tireoide é considerado raro na maioria das populações mundiais, representando entre 2% e 5% do total de câncer em mulheres e menos de 2% nos homens. A última estimativa mundial apontou a ocorrência de cerca de 300 mil casos novos dessa neoplasia, sendo 68 mil no sexo masculino e 230 mil no sexo feminino. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer, a estimativa no Brasil é de 1.150 casos novos de câncer em homens e 8.050 nas mulheres.
O câncer de tireoide é um câncer que começa na glândula tireoide. A maior parte dos tumores são benignos, mas outros são malignos, o que significa que podem se propagar para os tecidos adjacentes e outras partes do corpo. Os dois tipos mais comuns de câncer de tireoide são o carcinoma papilífero e o carcinoma folicular. O carcinoma de células de Hürthle é um subtipo de carcinoma folicular. Todos estes tipos de tumores são diferenciados.
Outros tipos de câncer de tireoide, como o carcinoma medular da tireoide, carcinoma anaplásico e linfoma da tireoide, ocorrem com menos frequência. Os carcinomas diferenciados de tireoide se desenvolvem a partir das células foliculares da tireoide. Nestes tipos de câncer, as células se parecem muito com o tecido tireoidiano normal quando vistas sob um microscópio.

Sintomas
A presença de um nódulo na tireóide, região anterior baixa do pescoço, normalmente não é indicação da presença de um câncer. Entretanto, a ocorrência de nódulo tireoidiano em pacientes com história de irradiação prévia do pescoço ou história familiar de câncer da tireóide, é mais suspeito. Da mesma forma, a presença de nódulo tireoidiano, associado à presença de linfonodomegalia cervical (gânglios linfáticos aumentados no pescoço) e/ou ao sintoma de rouquidão, pode ser indicação de um tumor maligno na tireóide.

Diagnóstico
Para o diagnóstico do câncer de tireoide os médicos utilizam uma série de exames que ajudam também a verificar se a doença já está disseminada. Alguns exames permitem determinar quais tipos de tratamentos serão mais eficazes. Para a maioria dos tipos de câncer, a biópsia é a única maneira de fazer um diagnóstico definitivo de câncer.
Será perguntado durante a consulta seu histórico clínico completo, incluindo informações sobre os sintomas apresentados, possíveis fatores de risco, histórico familiar, e outras condições clínicas.
O exame físico dará ao médico informações sobre possíveis sinais de câncer de tireoide e outros problemas de saúde. Durante o exame, o médico prestará especial atenção ao tamanho e consistência da tireoide e dos gânglios linfáticos do pescoço.

Tratamentos
Após o diagnóstico, o médico discutirá com o paciente as opções de tratamento. Dependendo do estágio da doença e de outros fatores, as principais opções de tratamento para pessoas com câncer de tireoide podem incluir cirurgia, iodoterapia, hormonioterapia, radioterapia, quimioterapia e terapia alvo. Em muitos casos, mais do que um desses tratamentos ou uma combinação deles podem ser utilizados.
Em função das opções de tratamento definidas para cada paciente, a equipe médica deverá ser formada por especialistas, como cirurgião, endocrinologista, oncologista e radioterapeuta. Mas, muitos outros poderão estar envolvidos durante o tratamento, como, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes sociais e psicólogos.

Fontes: Com informações do American Cancer Society, Instituto Nacional do Câncer e Instituto Oncoguia

Pé diabético: o que é, quais os sintomas e como tratar?



Pé diabético, mais do que uma complicação do diabetes, é considerado uma situação clínica bastante complexa e que pode atingir não só os pés, mas também os tornozelos dos pacientes, provocando situações como perda da sensibilidade protetora dos pés, úlceras em diferentes estágios evolutivos, deformidades, infecções, amputações e até problemas vasculares periféricos.
A Organização Mundial de Saúde reconhece que a saúde pública se depara com um sério problema em relação ao diabetes e dados epidemiológicos demonstram que o pé diabético é responsável pela principal causa de internação do paciente com diabetes. Atualmente, estima-se que, mundialmente, ocorram duas amputações por minuto em razão do pé diabético, sendo que 85% destas são precedidas por úlceras.
O Pé Diabético, principal causa de amputação do membro inferior, tem como principais fatores de risco a neuropatia periférica e a limitação da mobilidade das juntas; assim, pode reunir características clínicas variadas, como alterações da sensibilidade dos pés, presença de feridas complexas, deformidades, alterações da marcha, infecções e amputações, entre outras.

Prevenção e cuidados
Para reduzir as complicações, é essencial que o paciente faça um acompanhamento com equipe multiprofissional, e isso inclui: o médico endocrinologista, nutricionista, educador físico, psicólogo e o enfermeiro, pois a abordagem deve ser especializada e conduzida pelo médico familiarizado, devendo contemplar um modelo de atenção integral (educação, qualificação do risco, investigação adequada, tratamento apropriado das feridas, cirurgia especializada, aparelhamento correto e reabilitação global), objetivando a prevenção e a restauração funcional da extremidade.
Entre os cuidados necessários é importante que seja feita a realização do exame diário dos pés e a proteção de dedos e tornozelos são maneiras mais fáceis de evitar o aparecimento de lesões. É necessário secar bem os pés, cortar as unhas periodicamente e com cuidado para não causar feridas, evitar a aproximação de calor perto do local (bolsas de água quente e fogo), examinar diariamente os sapatos e ir a consultas periódicas com seu médico. O fumo e o álcool também são fatores agravantes para pacientes portadores de diabetes, pois colaboram para o agravamento de problemas neurovasculares.
Em casos de feridas infectadas o tratamento com antibióticos e curativos periódicos são necessários, assim como o repouso adequado para cicatrização das feridas, além do rigoroso controle das glicemias.
Quando a ferida não cicatrizar é necessário investir na terapia hiperbárica, que consiste em oferecer oxigênio a 100% numa pressão maior que a atmosférica. Além de levar o oxigênio, o princípio hiperbárico faz com que o sangue transporte elementos cicatrizantes, antibióticos e nutrientes.

Fontes: Com informações da Sociedade Brasileira de Diabetes e do Hospital Albert Einstein