quinta-feira, 3 de abril de 2014

Comunicado importante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e Sociedade Brasileira de Diabetes


A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) vêm por meio deste comunicado conjunto contrapor informações veiculadas na edição do Jornal Nacional de 28/03/2014 sobre a ocorrência de efeitos adversos de medicações anti-diabéticas.
O texto da matéria, ressalta, entre outras infomações:

“Para o coordenador do núcleo de estudos da Vigilância Sanitária, a situação é grave. ‘A gente tem percebido, principalmente, a ocorrência de pancreatite, alguns casos de câncer pancreático e também reações adversas na tireoide, como neoplasia de tireoide’, revela Adalton Guimarães Ribeiro, diretor do núcleo de estudos da Vigilância Sanitária de São Paulo. Na mira da Vigilância Sanitária, uma lista de dez medicamentos, com sete princípios ativos: liraglutida, exenatida, linagliptina, metformina, saxagliptina, sitagliptina e vildagliptina.”

Este texto contém incorreções importantes, tais como:

1. É absolutamente incorreta a inclusão da metformina nessa lista; este fármaco é utilizado no tratamento do diabetes há várias décadas, está consagrado, e faz parte de simplesmente todos os consensos científicos nacionais e internacionais sobre o tratamento do diabetes como medida inicial de conduta. Ela definitivamente não está associada a qualquer dos efeitos colaterais mencionados na matéria.

2. As demais drogas citadas estão sendo alvo de ampla discussão pelas sociedades científicas, no mundo todo, já há alguns anos, a respeito de seu potencial de causar doenças no pâncreas e na tireóide. As evidências até o momento, que estão consolidadas em documentos de consenso das duas maiores entidades científicas internacionais da área de diabetes, e endossadas pelas entidades científicas brasileiras, apontam para a ausência de relação causal entre esses tratamentos e aquelas doenças. O assunto, porém, ainda está em aberto na comunidade médica científica internacional.

3. O alerta diz respeito ao fato de que alguns destes princípios ativos, especificamente os de uso injetável, realmente estão liberados pela ANVISA para venda livre, sem prescrição. A SBD e a SBEM posicionam-se contrariamente a esta regulamentação, sendo da opinião de que deveria haver maior controle sobre a prescrição e dispensação destes remédios injetáveis.
Nina Musolino (Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e Walter Minicucci (Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes)


quinta-feira, 27 de março de 2014

Contagem de carboidrato 

O que é, e para que serve?



       A Contagem de Carboidratos é uma terapia nutricional, onde contabilizamos os gramas de carboidratos consumidos nas refeições e lanches, com o objetivo de manter a glicemia dentro de limites convenientes. A razão pela qual contamos gramas de carboidratos é porque os carboidratos tendem a ter maior efeito na sua glicemia.

Quando você entende como contar carboidratos, você tem uma maior variedade na escolha dos alimentos que compõem o seu plano alimentar. E também, pode controlar sua glicemia mais precisamente.
 A Contagem de Carboidratos pode ser utilizada por qualquer pessoa com diabetes. Também é muito útil para aquelas pessoas que utilizam como forma de tratamento a terapia com múltiplas doses de insulina ou sistema de infusão contínua de insulina, onde esta poderá ser ajustada, baseada no que a cada pessoa consome de alimentos.
Falamos de todos os grupos alimentares e descobrimos os principais nutrientes: carboidratos, proteínas e gorduras.
O carboidrato é o nutriente que mais rapidamente e em maior quantidade (100%) se converte em glicose. Então, se descobrirmos quais alimentos possuem carboidratos e a quantidade que cada um contém, poderemos ajustar nossa glicemia.

Onde encontramos os carboidratos:
Pães, biscoitos, cereais, farinhas, batata, mandioca, massas, arroz, grãos, leguminosas, frutas, leites, iogurtes, mel, açúcar e doces em gerais.
Estes carboidratos podem estar junto de proteínas e gorduras, como em pizzas, sorvetes ou chocolates.

Posso comer todos os alimentos que contenham açúcar se contar os gramas de carboidratos?
Essa é a ideia, para que possamos ter mais liberdade no planejamento alimentar. Só não podemos esquecer de todo o equilíbrio da alimentação e que nesse método, os doces e chocolates continuam a ficar no topo da pirâmide.

Aprendendo a contar os carboidratos:
Para descobrir quanto cada alimento contém de carboidratos, podemos utilizar a informação nutricional dos rótulos ou tabelas de composição dos alimentos.
E, para calcular, vamos verificar quanto de cada alimento estamos consumindo em uma refeição e levantar, através dessas fontes, quanto de carboidrato cada um deles possui.

Exemplo:
1 Pão francês de 50 g possui 30 g de carboidrato

Margarina - 2 pontas de faca 5 g possui zero de carboidrato

Leite integral - 200 ml possui 12 g de carboidrato

Achocolatado diet -1 colher de sopa 10 g possui 10 g de carboidrato

Mamão papaia - meia unidade 115 g possui 15 g de carboidrato

Total: 67 g de carboidrato



      Alguns alimentos não possuem carboidratos, como por exemplo, as carnes, mas devemos lembrar que pouco mais da metade das proteínas se converte em carboidratos. Em situações especiais como em um churrasco, podemos fazer o seguinte: a cada três porções de carne você deverá contar 15g de carboidratos.

Quanto de carboidrato eu devo consumir por refeição?
·         Regra geral para adultos: nesta regra, partimos do princípio onde 1 unidade de insulina rápida ou ultra rápida cobre 15 gramas de carboidratos ingeridos, e assim posteriormente é feito o ajuste adequado a cada paciente. Então no exemplo anterior que no café da manhã a pessoa ingeriu 67 g de carboidrato ela deverá aplicar por volta de 4,5 unidades de insulina. Mas só lembrando que esse valor de ajuste deve ser prescrevido pelo seu médico.

Essa quantidade é individual e deverá ser adequada à sua necessidade calórica e seu controle glicêmico.

Quanto de insulina devo tomar quando estou em terapia de contagem de carboidratos?
Só quem toma insulina pode fazer a contagem de carboidratos?
Claro que não. É só ter diabetes para fazer a contagem de carboidratos. Você estipula quantidades fixas de carboidratos nas refeições, de acordo com as suas atividades e necessidades diárias, variando apenas os alimentos.

E para descobrir se está dando certo?
Para isso, é necessário monitoramento mais frequente, principalmente no início do tratamento, para que possamos ajustar a quantidade de carboidrato e a dose de insulina. O ideal é fazer uma glicemia capilar antes e outra duas horas após cada refeição.

Fonte: Hospital Sírio Libanês

quinta-feira, 20 de março de 2014

Conheça os principais testes para monitorar sua glicemia


                                       



Glicemia de jejum

É a medida da glicose no sangue depois de um período de jejum de 8 a 12 horas. O teste geralmente é feito pela manhã e é o melhor exame para avaliar a quantidade de glicose produzida pelo corpo (que durante o jejum é produzida principalmente pelo fígado).

Glicemia pós prandial

Representa a medida da glicose no sangue após uma refeição. O teste pode ser feito 2 horas após o café da manhã, almoço ou jantar. É o melhor exame para avaliar a quantidade de carboidrato ingerida, responsável pela elevação da glicemia após as refeições. As medidas de glicose pós prandiais são particularmente úteis para ajudar o médico a otimizar o tratamento medicamentoso.

Hemoglobina glicada

Tradicionalmente, corresponde a média da glicemia dos últimos 3 meses. O exame é feito no laboratório a qualquer hora do dia, sem necessidade de jejum. O teste recebe esse nome porque indica a quantidade de glicose ligada a hemoglobina dos glóbulos vermelhos (hemácias).
Ao contrário da glicemia de jejum e pós prandial, que informam os níveis de glicose no momento em que o teste é realizado, a hemoglobina glicada permite avaliar a glicemia durante um período mais prolongado. Por isso é o exame mais importante para avaliar o risco de complicações do diabetes.

Automonitorização

Para atingir um bom controle da glicemia, além de consultar seu médico regularmente, é necessário fazer a automonitorização dos níveis de glicemia em diferentes momentos do dia. Isto pode ser feito com um aparelho eletrônico chamado glicosímetro, que mede o valor da glicemia numa gota de sangue, retirada geralmente das pontas dos dedos da mão. A frequência desta monitorização depende do grau do controle glicêmico, do tratamento utilizado e de situações específicas, como por exemplo, na suspeita de hipoglicemia.

Enfª Gleyce Pires
Coren DF 262 757 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Glicosímetro




O que é:
Glicosímetro é um pequeno aparelho para medir a glicose na corrente sanguínea. Algumas marcas que comercializam este aparelho são Roche, Breeze, One touch ultra e Bayer.
Ter um aparelho para medir a glicose no sangue é muito importante para indivíduos diabéticos, pois assim a pessoa pode saber identificar a hipoglicemia e a hiperglicemia.

Como usar o glicosímetro:
Em geral, para medir a glicose no sangue em casa, o indivíduo deve realizar um pequeno furo no dedo da mão, sempre na lateral dos dedos, para não se perder a sensibilidade dos dedos. E se lembrar que sempre antes de medir o indicado é que se lave as mãos, pois algum alimento ou sujidade pode interferir no valor do resultado. Então se extrai uma gota de sangue e se deposita numa fita própria que está introduzida no aparelho.
Após alguns segundos, o glicosímetro irá mostrar em sua tela a quantidade de glicose no sangue do indivíduo naquele exato momento.

Quando usar o glicosímetro:
O glicosímetro pode ser utilizado várias vezes ao dia. A quantidade necessária irá variar conforme a alimentação e o tipo de diabetes que o indivíduo possui e de acordo com a orientação do médico que o acompanha. Indivíduos pré- diabéticos e diabéticos tipo II podem medir a glicose algumas vezes na semana. Já os insulino dependentes podem necessitar usar o glicosímetro até 6 vezes ao dia.
O glicosímetro pode ser comprado em farmácias, drogarias ou nas lojas de produtos médico-hospitalares e o preço varia de região para região.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Mitos e Verdades sobre Diabetes




Para conviver melhor com o diabetes e ter uma melhor qualidade de vida, algumas mudanças nos hábitos de vida são necessárias. Muitas são as dúvidas sobre os cuidados adequados, por isso o Blog Diabetes Brasília está aqui para lhe ajudar a entender melhor a doença e ajudar a esclarecer dúvidas.

- O arroz integral é mais indicado para quem tem diabetes do que o arroz branco?
VERDADE
O arroz integral contém maior quantidade de fibras que o arroz branco, em função do menor polimento a que o grão é submetido. As fibras auxiliam na redução da velocidade de absorção de glicose e aumentam a sensibilidade à insulina e, com isso, há melhor controle da glicemia. Além disso, as fibras também estimulam o peristaltismo intestinal (trânsito intestinal) e provocam maior sensação de saciedade. 
Grãos integrais como o arroz integral, leguminosas, frutas e verduras são ricos em fibras e precisam fazer parte da alimentação diária da pessoa com diabetes. Mas o efeito do consumo desses alimentos só é benéfico se as fibras forem consumidas na quantidade recomendada, que é de 25g por dia. Para conhecer a quantidade de fibras presentes nos alimentos, consulte o rótulo ou acesse a TACO, Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos (www.unicamp.br/nepa/taco/)

- Diabetes tipo 1 é mais grave que o tipo 2?
MITO
É difícil comparar em termos de gravidade. Mas como, em geral, os diabéticos tipo 1 convivem mais tempo com a doença, há mais chances de terem lesões em algum órgão. Mas quem tem diabetes tipo 2 e não se cuida também pode ter lesões igualmente ou mais graves.

- Quem tem diabetes pode ter problemas de visão?
VERDADE
O Diabetes pode causar um problema de visão chamado retinopatia diabética, que não apresenta sintomas nas fases iniciais, mas pode levar à cegueira se não for tratada. Por isso, toda pessoa com diabetes precisa fazer regularmente o exame dos olhos específico para o diagnóstico da retinopatia, chamado fundoscopia ou fotografia de fundo de olho. A retinopatia pode ser diagnosticada precocemente e tratada. Mas para prevenir essa complicação, mantenha o Diabetes controlado com dieta saudável, atividade física e uso correto da medicação, conforme orientação da equipe de saúde.

- Se eu não comer qualquer tipo de carboidrato, não preciso usar insulina?
MITO
Essa não é uma verdade universal, especialmente para pessoas com diabetes tipo 1.O carboidrato eleva a glicemia com maior rapidez que os outros tipos de macronutrientes (gorduras e proteínas), por isso o consumo de carboidratos precisa ser controlado. Mas, mesmo que a pessoa não coma carboidrato, a aplicação de insulina diariamente é necessária para pessoas com diabetes tipo 1, já que o pâncreas não produz este hormônio. No caso do diabetes tipo 2, o uso da insulina depende do controle glicêmico, mas só o profissional de saúde pode orientar a suspensão do uso.

- Sou diabético, preciso substituir açúcar por adoçante?
VERDADE
A primeira preferência é evitar adicionar açúcar ou adoçantes aos alimentos e preparações, caso seja possível. Na impossibilidade, os adoçantes substituem o uso de açúcar para pessoas que precisam controlar a ingestão deste ingrediente, mas é preciso saber usar os adoçantes: não exagerar nas quantidades e saber quais podem ter uso culinário (e, portanto, serem submetidos a temperaturas elevadas com o cozimento). O excesso de adoçante pode levar à baixa adesão na substituição do açúcar, em virtude do sabor residual do adoçante (o chamado “gosto amargo” que fica na boca). Uma orientação é colocar aos poucos e experimentar até achar a quantidade ideal para você, pois varia de uma pessoa para outra.
Além disso, pessoas com diabetes que também tenham hipertensão arterial precisam escolher adoçantes que não contenham sódio na composição. Para isso, a leitura do rótulo é importante. 

- Quem come muito açúcar terá diabetes?
MITO
O diabetes não é causado pela ingestão excessiva de açúcar. O diabetes tipo 2 tem relação com o excesso de peso, que em parte está relacionado ao consumo de alimentos não saudáveis, especialmente aqueles ricos em açúcares. Mas não significa que o consumo excessivo de açúcar vá levar ao diabetes. Já o diabetes tipo 1 não tem relação com o excesso de peso nem com o consumo excessivo de açúcar.

Fonte: site Ministério da Saúde

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Benefícios do Inhame para o Diabetes



      O nutricionista Gilson Teles Boaventura está com um projeto para analisar a farinha de inhame como parte do tratamento do diabetes. A pesquisa é realizada no Laboratório de Nutrição Experimental, vinculado à Faculdade de Nutrição da Universidade Federal Fluminense (Labne/ UFF).
      O estudo, realizado em animais de experimentação, tem resultados que indicam que o alimento pode ajudar a diminuir transtornos metabólicos do diabetes. Um grupo de ratas recebeu uma dieta hiperlipídica e uma medicação indutora de diabetes. Assim, apresentaram taxa média de glicose de 300 mg/dL, que era três vezes maior do que a do grupo controle, que por sua vez, recebeu uma dieta equilibrada e saudável.
      Na segunda etapa, as ratas diabéticas foram separadas em dois grupos, sendo que um grupo continuou com alimentação hiperlipídica e o outro recebia a mesma ração, somada a 25% de farinha de inhame.
      De acordo com o nutricionista, após analisar o pâncreas desses animais, pode-se concluir que os que receberam a farinha de inhame apresentavam as células pancreáticas mais organizadas e estruturadas. Isso pode significar uma maior atividade desse órgão e, consequentemente, uma produção de insulina mais eficaz.
      Outro ponto analisado foi a densidade óssea. O estudo concluiu que a mineralização dos ossos foi mais eficiente nas ratas que se alimentaram com farinha de inhame.
      As próximas etapas da pesquisa são o aumento da quantidade de farinha na dieta das cobaias, além do estudo dos efeitos desse consumo durante a gestação e lactação.

Fonte: Revista da Sociedade Brasileira de Diabetes, 
Volume 20, novembro 2013


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O que é uma bomba de infusão de insulina?



      As bombas de infusão de insulina são aparelhos portáteis que liberam insulina de ação ultra-rápida de forma gradual nas 24 horas do dia (basal) e bolus (que são doses extras) nas refeições, tentando imitar o funcionamento do pâncreas de uma pessoa que não tem diabetes. São do tamanho de um celular e injetam insulina através de uma cânula flexível instalada na região subcutânea (abaixo da pele).
      É necessário monitorar a sua glicemia com um glicosímetro e assim configurar as doses de insulina e fazer ajustes. É necessário também fazer contagem de carboidratos, pois no aparelho contém um software aonde a pessoa informa a quantidade de carboidrato que irá ingerir e o valor da glicemia naquele momento e o aparelho faz o cálculo do bolus a ser administrado.

Vantagens no uso:
- Maior flexibilidade de horário das refeições;
- Reduz o risco de hipoglicemias;
- Melhora o controle glicêmico e o valor da hemoglobina glicada (A1c)
- Melhor controle do chamado "fenômeno do alvorecer" (elevação da glicemia entre 4 e 8 horas da manhã)
- Diminui o risco das complicações crônicas do diabetes

Quem pode usar?
- Estar um uso intensivo de insulina
- Consegue medir a glicemia capilar pelo menos 4 vezes por dia;
- Segue as recomendações médicas e nutricionais;
- Está disposto a usar o aparelho 24 horas por dia junto ao corpo;
- Não apresenta histórico de bulimia;
- Conhecer a contagem de carboidrato

      No entanto com todas essas vantagens se o diabético for obeso, ingerir grande quantidade de alimento ou açucares simples, não fizer exercícios físicos, não medir a glicemia na quantidade de vezes indicada, ou decidir determinar ele mesmo a quantidade de insulina utilizada, não existe muita vantagem no uso da bomba
      Mesmo com toda tecnologia, o acompanhamento médico jamais deve ser esquecido.

Para mais informações acesse: www.bombadeinsulina.com.br