quinta-feira, 10 de julho de 2014

Lipodistrofia - o que é?



Lipodistrofia: é causada quando o diabético injeta insulina no mesmo local muitas vezes ou quando ele reutiliza a agulha muitas vezes. Para preveni-la, é necessário:
 

  • Alternar os locais de aplicação
     
  • Alternar os locais das injeções dentro da área escolhida
     
  • Alternar os lados (direito e esquerdo) da parte do corpo usada
     
  • Trocar a agulha a cada aplicação
A lipodistrofia, por sua vez, se divide em dois tipos: 

1- Lipohipertrofia ou hipertrofia de insulina: aparece sempre de forma suave em formato de nódulos nos locais das injeções. Esta condição pode ser causada pelos efeitos naturais da insulina, por não realizar corretamente o rodízio dos locais de aplicação ou pela reutilização de agulhas. Para evitar o desenvolvimento de hipertrofia, vale alternar os locais de aplicação e não reutilizar as agulhas.

2- Lipoatrofia: é a perda de gordura sob a pele. Esta condição acontece no momento em que há um declive dentro da pele de textura firme. Isto ocorre com mais frequência com insulinas misturadas.

Vale lembrar que nunca se deve injetar insulina nos locais com lipodistrofias porque eles não absorvem muito bem o hormônio. Seria necessário injetar quase o dobro de insulina para obter os mesmos resultados.

A lipodistrofia é mais fácil de ser sentida do que observada, por isso, o paciente deve verificar os locais de aplicação com os dedos frequentemente. Caso sinta alguma anormalidade, como textura, saliência ou cavidade se formando, deve avisar o médico e trocar o local de aplicação.
 
Fonte: site Bd 


quarta-feira, 11 de junho de 2014

Você sabe quais os locais adequados para aplicação de insulina?


 Aplicação de Insulina
Desde que foi decidido pelo medico o tratamento com insulina, você deve prestar muita atenção no tipo de insulina prescrita, nas doses recomendadas, não podendo o paciente mudar nem o tipo nem a dose, sem a devida orientação medica.

Nos últimos anos, houve grande progresso no desenvolvimento de sistemas de aplicação, desde as tradicionais seringas e agulhas, cada vez mais finas, o que tornou a aplicação de insulina mais confortável e quase indolor. As canetas de aplicação e as bombas de infusão foram desenvolvidas e aprimoradas.

Locais de aplicaçãoÉ importante alternar periodicamente o local de cada aplicação de insulina, fazendo rodízio, uma vez que, quando uma área é utilizada muitas vezes para injetar-se, pode haver problemas degenerativos locais, ate mesmo, prejudicando absorção e conseqüentemente prejudicando o bom controle do Diabetes . As áreas mais adequadas para a aplicação de insulina são:

• Parede abdominal
• Coxas
• Nádegas
• Braços
Assim, sendo uma área relativamente ampla, permite perfeita rotatividade quanto ao local de injeção.

Existem duas maneiras para realizar o rodízio de aplicação de insulina:

1 - Utilizar uma região para cada aplicação diária, ou seja, caso faça três aplicações por dia, utilizar por exemplo: abdomen, coxas e braços.

2 - Dividir as regiões em vários pontos “imaginários”, de forma que cada região tenha em média de 5 à 7 pontos com uma distância de 2 cm entre eles. Desta maneira, cada região poderá ser utilizada para várias aplicações consecutivas, de forma que após a utilização de todos os pontos de todas as regiões, a pele terá um maior tempo para restabelecer-se, diminuindo a probabilidade de problemas degenerativos locais.

Quem fizer uma aplicação diária de insulina poderá utilizar, por exemplo, a coxa direita por até 7 dias, e sucessivamente a coxa esquerda, braço direito, braço esquerdo, parede abdominal, nádegas. Desta maneira, quando retornar a aplicação na coxa direita já terão se passado em média 56 dias, ou seja, tempo suficiente para o “descanso” e restabelecimento da pele da região.

Esta técnica tem sido mais recomendada e aceita pelos profissionais, pois, diminui os casos de lipodistrofias e melhora significantiva na absorção da insulina.

Fonte: ANAD -Associação Nacional de Assistência ao Diabético

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Semana Internacional da Tireoide



      Entre os dias 23 e 27 de maio será realizada a “Semana Internacional de Conscientização da Tireoide”. A campanha mundial tem o objetivo de conscientizar o público, imprensa e profissionais de saúde sobre a tireoide e seus distúrbios. 
      A SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) Nacional, junto com o Departamento de Tireoide, a Comissão de Campanhas da SBEM, as Regionais e empresas, promoverá uma série de ações educacionais em todo território nacional, destinadas aos profissionais de saúde e ao público geral. A campanha conta com palestras, distribuição de material impresso e divulgação de informações sobre tireoide para a mídia. São várias ações, inclusive na televisão e redes sociais. Você já pode acessar, inclusive, o vídeo da campanha em seu canal, no YouTube.
      O dia 25 de maio foi adotado pelas quatro sociedades irmãs (LATS, ETA, ATA e AOTA)* como o “Dia Internacional da Tireoide”. Desde 2009, a Federação Internacional de Tireoide, em conjunto com organizações de pacientes, desenvolvem campanhas educacionais ao redor do mundo durante o que se denominou de “Semana Internacional de Conscientização sobre a Tireoide”.

O que é a Tireoide?
A tireoide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço que tem forma de borboleta. Os hormônios tireoidianos (T4 e T3) são responsáveis pela regulação do metabolismo, ou seja, por todo o trabalho celular do organismo. Assim, uma tireoide hipoativa (hipotireoidismo) ou hiperativa (hipertireoidismo) pode causar uma gama de sinais e manifestações clínicas que afetam a qualidade de vida dos pacientes. No entanto, porque os sintomas podem ser leves ou inespecíficos, o diagnóstico é muitas vezes confundido com outras condições e não realizado. 

Fique Atento

Estima-se que aproximadamente 300 milhões de pessoas sofram de disfunções da tireoide em todo o mundo, sendo que  mais da metade desconhecem sua condição.  As mulheres em particular e os idosos são mais suscetíveis às doenças da tireoide.

No idoso, os sintomas dos distúrbios da tireoide podem ser confundidos com os da própria idade e não serem adequadamente tratados.  Os distúrbios funcionais da glândula, se não tratados, podem causar complicações graves, entre as quais doenças cardiovasculares. Podem ainda afetar a gestação e o feto em desenvolvimento. Por outro lado, as disfunções da tireoide podem ser facilmente detectadas, através de um exame, o TSH, que avalia os níveis do hormônio estimulador da tireoide no sangue. O teste é simples, de baixo custo e disponível pelo SUS. 
Fonte: endocrino.org.br


quinta-feira, 22 de maio de 2014

O que são as Incretinas



      O arsenal para o controle do diabetes tipo 2 ganhou recentemente reforços de peso. São os medicamentos que atuam sobre as incretinas, uma família de hormônios produzida pelo intestino, capaz de potencializar a secreção da insulina. Com cerca de 180 milhões de doentes em todo o mundo, 10 milhões deles no Brasil, o diabetes se caracteriza por uma deficiência na produção ou na ação do hormônio insulina, o que leva a um aumento exagerado da glicemia. As incretinas ajudam a baixar as taxas de glicose no sangue, sobretudo depois das refeições, quando esses níveis tendem a aumentar. "O uso das incretinas abre uma frente ainda inexplorada e com perspectivas excelentes para o tratamento da doença", diz o endocrinologista Marcos Antonio Tambascia, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes. A grande vantagem dos novos tratamentos é promover a secreção de insulina, de forma muito parecida à natural, em sintonia com a demanda do organismo. Os antidiabéticos tradicionais não têm esse "termômetro". Eles estimulam a produção de insulina mesmo quando a glicemia está normal. Além de exaurirem as células produtoras do hormônio, aumentam o risco de hipoglicemia. Dentre os novos medicamentos destaca-se a sitagliptina, que é vendida sob o nome comercial de Januvia.
      Uma das mais arrojadas linhas de pesquisa em torno das incretinas é a que lança mão da cirurgia bariátrica. Em 2004 o cirurgião italiano Francesco Rubino percebeu que a cirurgia para a redução do estômago de diabéticos obesos resultava não apenas na perda de peso, mas também no aumento da produção de incretinas. Com um estômago menor, a comida chega mais rápido ao intestino, o que estimula a produção de incretinas. A técnica, com algumas alterações, é testada agora em diabéticos não obesos. Do grupo de seis pacientes submetidos experimentalmente ao procedimento na Universidade Estadual de Campinas, cinco já se livraram das injeções de insulina. Apesar de o método ser promissor, ainda é cedo para decretar sua validade terapêutica.
      A aposta da medicina nas incretinas é enorme. Supõe-se que, além de potencializarem a produção de insulina, elas aumentem a sensação de saciedade e, com isso, promovam a perda de peso. Manter-se no peso ideal é imprescindível para o controle da doença, porque o excesso de células adiposas aumenta a resistência do organismo à insulina. Há fortes indícios, ainda, de que as incretinas também promovam a regeneração das células produtoras de insulina. Conforme o diabetes avança, essas células são progressivamente destruídas. "A expectativa é que esses novos remédios possam diminuir o ritmo de progressão da doença ou mesmo evitar que ela se instale em pacientes pré-diabéticos", diz o endocrinologista Freddy Eliaschewitz, de São Paulo.

Fonte:Veja on-line

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Diabetes e Doença Renal Crônica



A crescente prevalência do diabetes no Brasil e no mundo, frequentemente associado à Hipertensão Arterial, à Doença Cardiovascular e ao envelhecimento populacional tem tornado mais frequente também a ocorrência de Doença Renal Crônica.
A Doença Renal Crônica associada ao diabetes se instala de maneira gradativa, assintomática, evoluindo com perda de função renal e a necessidade de tratamento com diálise ou transplante, limitando a qualidade de vida e aumentando o risco de morte prematura.

Mesmo na fase assintomática da Doença Renal Crônica em que a pessoa está aparentemente saudável, é maior o risco de morte prematura de causa cardiovascular, independente do grau de comprometimento renal.
Veja a seguir dúvidas frequentes respondidas pelo Dr. João Roberto de Sá, coordenador do Departamento de Nefrologia da SBD.
Como o diabetes ataca os rins?
O diabetes mellitus ou diabete melito é uma doença crônica caraterizada por graus variáveis de resistência e deficiência insulínica. Sua ocorrência está aumentado na maioria dos países e infelizmente a grande parte dos pacientes não apresentam um bom controle. Um dos motivos é que além do uso dos medicamentos, existe a necessidade da mudança de hábitos de vida, como fazer uma dieta saudável, realizar exercícios físicos regularmente, não fumar, entre outros.
A nefropatia diabética resulta da longa exposição à glicemia elevada, associada ao mau controle da pressão arterial, dos níveis do colesterol, do hábito de fumar e também de fatores genéticos.
Quais as chances de uma pessoa com diabetes desenvolver doença renal?
A chance de um portador de diabete melito ter algum grau de nefropatia diabética é ao redor de 30%. A nefropatia é classificada em estágios, sendo que o 1 é o mais brando e o estágio 5 o mais avançado, que leva o paciente a necessitar de terapia renal substitutiva (dialise ou transplante renal).
Quais são os sinais iniciais de doença renal em pessoas com diabetes?
Todo paciente diabético deve realizar um teste, ao menos anual, para checar a ocorrência de perda de albumina na urina. Esta anormalidade é conhecida como microalbuminúria e ocorre em geral anos antes do aumento da pressão arterial ou da perda da função renal, que é estimada pelo ritmo de filtração glomerular, que utiliza a dosagem de creatinina no plasma como um dos parâmetros.
Quais são os sinais tardios de doença renal em pessoas com diabetes?
Os sinais tardios são o aumento da pressão arterial, dos níveis de creatinina e da ureia, que é uma substância que deve ser eliminada pelos rins; anemia, perda de apetite; náusea e a ocorrência de acidose metabólica. Uma pessoa com doença renal crônica avançada , em geral apresenta redução do apetite e se o tratamento medicamentoso não for adequado, a chance de ocorrer hipoglicemia aumenta bastante.

O que pode ser feito para se prevenir a lesão do rim pelas pessoas com diabetes?
A prevenção da nefropatia diabética está centrada no bom controle glicêmico, principalmente nos primeiros 10 anos após o diagnóstico do DM, no controle da pressão arterial, na dieta sem excesso de proteína, na parada do hábito de fumar e no controle dos níveis das gorduras do sangue. É importante também que o paciente seja orientado a não utilizar, sem acompanhamento médico, remédios que potencialmente possam lesar o rim. Outro ponto importante é que sejam realizados exames rotineiros para checar a presença de proteína na urina ou se o ritmo de filtração glomerular esta em declínio ou não.
O que é e como se trata a insuficiência renal terminal em pacientes com diabetes?
Esta fase é caraterizada por aumento dos níveis de creatinina e uréia no sangue e por sinais e sintomas como falta de apetite, fraqueza geral, náuseas, anemia, inchaço no corpo devido à retenção de água no organismo, aumento da pressão arterial, do potássio e acidose metabólica, ou seja, o rim é incapaz de controlar a concentração de vários sais vitais para o corpo, do volume de líquido e de excretar substâncias tóxicas ao nosso organismo. Nesta fase, faz-se necessária a utilização da terapia renal substitutiva, ou seja, a diálise.
Pode um paciente com diabetes receber um transplante renal?
O transplante renal é uma terapia eficaz, que leva a aumento importante da qualidade de vida e da sobrevida do paciente. Sempre que possível, um paciente diabético prestes a iniciar a diálise ou já em tratamento dialítico, com condições de realizar a cirurgia deverá fazê-la, principalmente se o mesmo tiver um doador renal relacionado, ou seja, um parente doador.
Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes

quarta-feira, 30 de abril de 2014

A relação entre o Diabetes e a Depressão





Graça Maria de Carvalho Camara 
Psicóloga Especialista em Educação em Saúde, Consultora e Coordenadora do Projeto Educando Educadores da Associação de Diabetes Juvenil – ADJ e Sociedade Brasileira de Diabetes- SBD
Você já se perguntou qual é a ligação entre diabetes e depressão? Será que o diabetes pode levar à depressão ou será a depressão uma causa do diabetes?
Muitas pesquisas vêm sendo acompanhadas no sentido de buscar respostas a estas questões, mas eu diria que cabem, antes de tudo, algumas reflexões no sentido da compreensão dos mecanismos que podem desencadear cada uma das doenças em cada pessoa em sua peculiaridade.
As pessoas possuem características próprias tanto na sua formação orgânica e física, como nas condições sócios culturais que determinam seus hábitos, valores e planos de vida.
Quando uma pessoa é diagnosticada com diabetes, pode focar sua percepção nos fatores limitantes de seus hábitos e rotinas de vida: “não posso mais comer açúcar”, “adeus à cervejinha com os amigos”, “como vou poder ir às baladas sem horário pra chegar em casa e tudo o mais”. Pode pensar nos possíveis agravos, por já ter ouvido falar de pessoas que tiveram complicações sérias e, com isso, alguns se revoltam, ou entristecem e o caminho para depressão fica aberto, ou seja, “o terreno fica fértil”.

Entretanto, passado esse período de negação e, com atendimento adequado por parte da equipe e/ou programa educativo, uma nova etapa, a de aceitação pode surgir. Esse novo estágio permite que a pessoa continue seu percurso normal de vida, com fases mais fáceis de lidar com as mudanças e aquisição de novos hábitos, além das adaptações gerais.
Para aliviar este impacto, a abordagem do médico e equipe multiprofissional e o apoio de associações de pessoas com diabetes, que têm programas educativos e grupos de apoio e troca de experiências, são essenciais. Assim, havendo a conscientização e compreensão da importância de realizar o tratamento adequado, a incorporação de hábitos saudáveis, novos comportamentos podem ser adotados e a tristeza e falta de estímulo tendem a melhorar. Não havendo melhora é importante procurar pela equipe profissional para acompanhamento especializado. Se a pessoa realmente tiver desencadeado um quadro de depressão, será necessário um tratamento específico para que essa condição seja devidamente tratada.
Por isso, precisamos distinguir a depressão como uma resposta normal dentro da fase de negação de uma condição crônica, que pode durar determinados períodos. Para isso, é necessário detectar a depressão crônica como um estado prolongado de desânimo caracterizado por vários sintomas afetivos e somáticos. A American Diabetes Association publica uma orientação geral sobre o problema da depressão em pessoas com diabetes, que pode ajudar na identificação dos sintomas de depressão e alertar familiares e profissionais de saúde que estejam em contato com estes pacientes, na qual ressalta os seguintes pontos:
• Sentir-se triste de vez em quando é normal. Mas, algumas pessoas sentem tristeza, aparentemente sem causa, que simplesmente não desaparece. Sentindo-se assim na maior parte do dia, durante duas semanas ou mais, pode ser um sinal importante de depressão.
• Estudos clínicos demonstram que pessoas com diabetes têm um risco maior de depressão, embora não haja explicações fáceis para esse fato.
• Quando o paciente não consegue obter o controle glicêmico, ou quando enfrenta as complicações do diabetes, ele "se convence" de que perdeu o controle sobre a doença.
• A depressão pode promover um ciclo vicioso, prejudicando o controle da doença e dificultando a realização de tarefas necessárias para atingir o bom controle glicêmico.
• Por sua vez, a falta de controle glicêmico pode levar a sintomas que simulam a depressão. Níveis muito altos ou muito baixos de glicemia podem promover a sensação de cansaço e ansiedade.
• Sempre que possível, uma orientação de profissional especializado em saúde mental e com experiência em diabetes pode ajudar bastante. O tratamento com antidepressivos pode ser necessário e, para tal, um profissional médico deve ser consultado.

Na presença de sintomas de depressão, não se deve esperar muito para buscar ajuda. Procure informar-se mais sobre a doença e procure serviços multidisciplinares de atenção ao portador de diabetes.
O diagnóstico precoce da depressão pode acelerar seu tratamento. Portanto, esteja atento aos sinais mais comumente encontrados já nas fases iniciais do processo depressivo:
• Perda da sensação de prazer em fazer coisas que você costumava gostar.
• Tristeza sem causa aparente, principalmente pela manhã.
• Alteração nos hábitos de sono. Despertar precoce e dificuldade em voltar a dormir.
• Alterações importantes no apetite, para mais ou para menos.
• Dificuldade de concentração.
• Sensação de cansaço e perda de energia.
• Ansiedade, nervosismo ou sentimento de culpa.
• Pensamentos suicidas ou de auto-agressão.

A presença de três ou mais desses sintomas, ou de apenas um deles, associados a uma sensação de tristeza por duas semanas ou mais, indica a necessidade do paciente e/ou familiar responsável, aceitar que esteja em estado depressivo e, buscar ajuda de profissionais especializados e competentes para sua assistência.
Um exemplo claro de sucesso de um caso de pessoa com depressão e dificuldade de controle do diabetes:
Mariana (nome fictício) foi atendida em serviço público com uma glicemia média semanal de 476 mg/dL e uma variabilidade glicêmica, medida através do desvio padrão, de 60 mg/dL. Mulher sofrida, com sérios problemas familiares que incluíam alcoolismo e violência doméstica, manifestou claramente sua conformidade com o fato de nunca ter controlado seu diabetes, alegando que as consequências desse fato eram irrelevantes diante dos problemas que enfrentava.

Os esforços educacionais da equipe multidisciplinar conseguiram estimulá-la a, pelo menos, tentar seguir as novas orientações para tentar obter o necessário controle glicêmico que, por sua vez, iria contribuir para a melhoria de seu depressivo estado emocional. Ela aderiu totalmente ao tratamento e às orientações educacionais recebidas e, depois de apenas três semanas, conseguiu atingir, um bom controle do diabetes, reduzindo a glicemia média semanal para 99 mg/dL e a variabilidade glicêmica para 34 mg/dL.
A equipe discutia com Mariana regularmente seus resultados e melhora do controle do diabetes e esta foi mudando seus comportamentos a cada visita:
Pela primeira vez, mostrou um sorriso de satisfação pela conquista, cortou os cabelos para um visual mais moderno e passou a investir numa aparência mais jovial e mais saudável. Antes do tratamento, era uma pessoa quieta, de poucas palavras, após este período, passou a se relacionar muito melhor com a equipe e com seus companheiros de ambulatório; abandonou o pessimismo crônico e começou a manifestar esperanças de uma vida melhor.
Mariana passou a ser outra pessoa durante todo o período de acompanhamento de várias semanas.
Claro que seus problemas não desapareceram por milagre, mas a alegria da conquista mudou para muito melhor suas perspectivas de vida.
Concluindo, para o tratamento e acompanhamento adequado do paciente com diabetes, seja para evitar a instalação da depressão e/ou identificação e seu tratamento adequado, a atenção e acompanhamento da equipe profissional responsável e, o estímulo ao autocontrole e autocuidado são essenciais.

A Educação em Diabetes com acompanhamento por equipe multiprofissional é a forma mais eficaz para a garantia da qualidade de vida de seus portadores.
Referências:

1-DEPRESSÃO NA PESSOA DIABÉTICA: DESVELANDO O INIMIGO OCULTO
MARTA PEREIRA COELHO
Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado da Escola de Enfermagem da
Universidade Federal de Minas Gerais.

2 -Diabetes e Depressão: As Importantes Correlações entre Estado Emocional e

Controle Glicêmico
Dr. Augusto Pimazoni Netto

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Tipos de insulinas

Conheça agora quais são as insulinas existentes no mercado e quais as diferenças entre elas

      Insulina é o hormônio responsável pela redução da glicemia (taxa de glicose no sangue), ao promover a entrada de glicose nas células. Ela também é essencial no metabolismo de carboidratos, na síntese de proteínas e no armazenamento de lipídios (gorduras).
      Quando o pâncreas, órgão que produz a insulina, deixa de produzi-la em quantidades ideais, é necessária a introdução da insulina no tratamento do diabetes.
      Existem vários tipos de insulina, com diferentes início de ação, período de concentração máxima (pico de ação) e duração do efeito. A seleção da insulina mais apropriada ou combinação de diversos tipos para certo paciente dependem da resposta individual ao tratamento, das condições do diabetes e dos hábitos deste paciente.
      Abaixo, estão descritos os principais tipos de insulina e suas características:



Insulina Basal:
• Insulina que cobre as necessidades do organismo entre as refeições e durante a noite, ou seja, ao longo do dia. É uma insulina de ação lenta ou intermediária. Pode ser a NPH, a Detemir ou a Glargina.
Insulina para Bolus:
• São insulinas que possuem ação mais rápida, por isso destinam-se a evitar hiperglicemia pós-prandial, relacionada à refeição. São aplicadas antes das refeições. Pode ser a Regular, Lispro, Glulisina ou Aspart.
Insulinas Bifásicas (insulina lenta + insulina rápida):
As insulinas bifásicas contêm dois tipos de insulina, de modo a proporcionar picos e tempos de duração diferentes.

O tratamento intensivo do diabetes tipo 1, que significa o uso de 3 ou mais doses de insulina ao dia, dividido em insulina basal e bolus nas refeições, é a forma de se alcançar o bom controle glicêmico (glicohemoglobina < 7%).
No diabetes tipo 1, como não há mais produção de insulina pelo pâncreas, o objetivo do tratamento é “imitar” o funcionamento do pâncreas de quem não tem diabetes, que funciona assim:
• Produção de insulina durante todo o dia, independentemente das refeições: é a INSULINA BASAL (então “imitamos” com o uso de insulinas de ação lenta);
• Liberação de insulina pelo pâncreas, de acordo com as refeições: são os BOLUS ALIMENTARES (repomos esta insulina com as insulinas rápidas, aplicadas antes das refeições).
O diabético tipo 2 também pode chegar a necessitar de insulina, pois se o seu pâncreas não estiver mais produzindo insulina em quantidade suficiente ou não consegue usar efetivamente o hormônio que produz, o médico avaliará a necessidade de acrescentar insulina ao tratamento. 
Acompanhe agora o gráfico com os perfis de ação das diferentes insulinas:


Converse com seu médico endocrinologista sobre qual o tratamento mais adequado para o seu caso.

Fonte: site Banco de saúde